Dicas de Saúde

15 dicas para ajudar a largar o cigarro – e evitar o indesejado ganho de peso

 

Comemorado em 31 de maio, o Dia Mundial de Combate ao Fumo (também conhecido como Dia Mundial sem Tabaco) foi criado em 1987 pela Organização Mundial de Saúde (OMS) com o objetivo de alertar a população sobre os perigos do uso do tabaco.

 

Nos últimos anos, leis antifumo e programas educativos têm colaborado com o movimento em prol do abandono do cigarro, porém, a decisão de parar de fumar não depende só de força de vontade. Mudar um hábito tão presente na rotina exige planejamento e cuidados, mesmo porque pode haver questões fisiológicas envolvidas, como a dependência de nicotina.

 

“Em casos graves de dependência, algumas pessoas apresentam uma forte síndrome de abstinência do cigarro, com sintomas que incluem diarreia e náuseas”, relata Thiago Pavin, psicólogo. “Se bem tratado por uma equipe de saúde, com apoio psicológico e médico, os sintomas são mais brandos e o paciente controla melhor a vontade de fumar, o que aumenta a probabilidade de sucesso”, complementa o psicólogo. Por isso, a avaliação médica faz a diferença na indicação do tratamento, que pode ou não envolver medicamentos para aliviar os efeitos da abstinência.

 

Outro aspecto abordado no processo é a orientação nutricional. “Estudos científicos comprovam a ocorrência de ganho de peso em pessoas que param de fumar, seja pelo fato de o paladar melhorar, tornando os alimentos mais saborosos, seja pela ansiedade que leva à compulsão por alimentos”, explica a nutricionista Carla Yamashita. Por isso, ao parar de fumar, é importante fica atento aos indesejados quilos que podem diminuir a motivação.

 

Confira agora 15 dicas de comportamento e alimentação que os dois profissionais dão para ajudar a largar o cigarro – e evitar o indesejado ganho de peso:

 

1) Escolha uma data para parar de fumar, marque na agenda e cumpra.


2) Neste dia, ou na véspera, faça um ritual de limpeza na sua casa, nas roupas e em seu ambiente de trabalho.


3) Não esconda nenhum maço de cigarros, pois a chance de voltar a fumar em uma situação de estresse aumenta.


4) Quando tiver vontade de fumar, beba mais água ou mastigue cubos de gelo, cravo ou cristais de gengibre.


5) Prefira sempre uma alimentação mais saudável, evitando comidas gordurosas e frituras.


6) Identifique os alimentos que funcionam como “gatilho” para a vontade de fumar e substitua-os. Exemplo: troque os doces em geral por palitinhos de vegetais, substitua o cafezinho e as bebidas alcoólicas por suco de frutas sem açúcar, etc.


7) Evite beliscar alimentos para suprir a necessidade de “ter alguma coisa na boca ou nas mãos”. Se precisar segurar alguma coisa, tente uma caneta.


8) Se, ao entrar no carro, você tem vontade de fumar, mantenha um estoque de balas sem açúcar ou outro alimento saudável para substituir o cigarro.


9) Cuidado com as trocas erradas. Por exemplo, tirar o carboidrato (arroz ou batata) da refeição principal. Isso vai dar mais fome mais tarde, o que pode levar a deslizes.


10)  Monte seu prato com todos os grupos de alimentos (proteínas, carboidratos, vitaminas, minerais). Quanto mais colorido, melhor!


11)  Não pule nenhuma refeição.


12)  Faça um lanche a cada três ou quatro horas, além do café da manhã, almoço e jantar.

13)  Procure uma atividade física de que goste e dedique-se a ela.


14)  Se necessário, peça ajuda profissional (a um psicólogo, por exemplo).


15)  Caso o seu grau de dependência seja muito alto, procure um pneumologista ou clínico especializado em tabagismo e peça uma indicação de medicamento específico para as suas necessidades.

 

Fontes: Carla Yamashita, nutricionista.

 

Thiago Pavin, psicólogo da área de Gestão de Saúde.

 

Este material foi elaborado tendo caráter meramente informativo. Não deve ser utilizado para realizar autodiagnóstico ou automedicação. Em caso de dúvidas, consulte seu médico.

 

 

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